domingo, 7 de agosto de 2011

Poesia: Nos Sonhos


Aviso: eu não sou nenhum poeta, apenas gosto de fazer de conta que sei escrever. Espero não ferir sensibilidades com as minhas palavras.


Apetece-me deitar no chão,

Olhar-te nos olhos e dizer-te que não.

Não é tão simples como supostamente seria,

Miragens acontecem a qualquer hora do dia.

Chocolate nunca foi uma qualidade,

Sinceramente acho que não vivo na mesma realidade

Que tu. Vives e sentes:

São os meus sonhos e tu não os compreendes.

Tenho sede do teu amor,

Tenho pavor e rancor.

Quero uma pessoa que não sabe que a quero

Ela é diferente e eu desespero.

Esfreguei sal nas feridas,

Almas congeladas, torcidas e partidas.

Fogos infernais com tiradas de comediante

Salto para palco e sou um caminhante

Que não tem caminho nem estrada

Não tem jornada.

Tem um vazio, escondido e frio.

Ninguém o ouviu.

Ali ficou,

Até que ela olhou...

Apagou o cigarro e marcou-o com o olhar.

"Porque é que estás a chorar?"

Choro pelo que perdi.

Fiz tudo por ti.

Agora olha-me nos olhos e diz que amas.

"Não sei porque me chamas

Amor, não te conheço e não te tiro a dor."

Concordo com o que se passa,

A minha vida foi curta demais,

Uma miúda na praça,

À procura dos pais.

Vai embora e não voltes para mim,

Dominando os meus sonhos em noites sem fim.

Não te voltarei a ver, não te voltarei a ter.

Uma promessa única que vou tentar esquecer.

Mas as estrelas cruzam a mente

Diariamente

O rapaz está doente,

Vomita constantemente.

"Que se passa meu?"

Fica sentado à porta do liceu

À espera do seu olhar, mas ela não vai voltar.

Ele pega na mochila e começa a andar.

Não olha para trás, não tem explicações para dar.

Entra no autocarro e procura em todo o lado.

Senta-se no banco e fica derrotado.

Ali ficou...

Ela não olhou...

E quando o momento chegou...

Os seus olhos fecharam-se...

E lá a encontrou.



Shear Madness

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